quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Disse que me disse: que um arquiteto pernambucano tem obras expostas no museu Inhotim.

Nesse mês de Setembro, decidi ir ao Inhotim. Assim que adentrei nas dependências do museu, recebi um folheto instrutivo com a referência da localização de cada obra. Como não conhecia nenhuma obra/artista, decidi seguir meus instintos e ir atrás das obras de um certo "Tunga". Chegando a sua primeira obra (muito bem localizada, numa galeria com paredes de vidro sobre um belo lago), me surpreendi. Uma verdadeira alquimia de obra. Um emaranhado de redes, tubos de ensaios e beckers suspensos. Tudo concatenado. E tinta vermelha. Muita tinta vermelha. O mais interessante da criação desta obra, é que no chão abaixo de cada "conjunto" de tubos de ensaio, há uma mancha vermelha que foi cuidadosamente dimensionada para dar a impressão de que houve derramamento de tinta. A obra me provocou diversas sensações, mas a que mais me acometeu foi a de liberdade, talvez por quê a obra esteja em suspensão, e de longe suas formas lembram passáros. Outro ponto que é essencial a se frisar, é que a estrutura do topo nos faz lembrar de marionetes pela sua forma em "x". Um belo diálogo entre química, teatro e natureza.










True Rouge, por Tunga.




Após apreciar as formas desta obra, decidi ir atrás de outra do mesmo artista. Andei uns 500 metros me escondendo abaixo de palmeiras num sol escaldante, e me deparei com algo totalmente diferente da Gallery True Rouge.

Esta obra basicamente é uma longa corrente com elos duplos. A primeira impressão que tive, é que esta obra é uma tremenda "picaretagem". Mas analisando minuciosamente, minha concepção mudou. Comecei a analisar aspectos de ambiente, inserção, modelagem.
Cheguei à conclusão que os principais artifícios desta obra são a posição de montagem e o meio em que foi inserida. Suas formas lembram as de uma cobra. E não poderia ter um lugar mais perfeito que a grama para se ter uma cobra. Uma cobra de metal. Mais uma vez, Sr. Tunga conseguiu com formas me passar a impressão de animais.








Sem Título (da Série Vanguarda Viperina), por Tunga.






Chegando em casa, decidi pesquisar sobre este artista. Descobri que ele nasceu em 1952 no Pernambuco, na pequena cidade de Palmares (que já foi uma das locações do Quilombo dos palmares, e recebeu este nome em homenagem). Mas o que mais me surpreendeu foi saber que ele este artista plástico renomado é formado em Arquitetura (1974, Universidade Santa Úrsula, RJ).










Artista/Arquiteto Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão; Tunga.





Referências: Itaú Cultural

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